No Vale do Rio
Velha carranca que espanta os males
Salva esses vales desta humilhação
Pede a Bom Jesus, a São Desidério.
A Santa Maria Porto-Solidão
Trazer de volta o velho Guarany
E o seu povo tupy ressuscitar
do chão
Vale, bonito, vale da alegria
Vale um poesia, vale uma canção
Vale um briga, vale uma cantiga
Vale a uma história
Vale um coração
E o velho Chico que era tão bonito
Hoje é só arenito não existe mais
Porque o progresso que descobriu minas
Acabou com as minas de Minas Gerais
Não queria agora vir pra Correntina
Explodir as minas dos nossos gerais
Salvem os porcos-do-mato, o pequi
Caju e o buriti, jacarés e jaguar
Salvem os povos: tupis, guaranis,
Tapirapés, Terena jes, Tupinanbás.
Que o nosso barco de vida e alegria
Volte todo dia para nosso chão
Ser nova “Arca” em “Porco Solidário”
Traçar o anuário de libertação
Paa o nosso Porto Calendário
Não ser só lendário,
não só-li-dão.
Vale Formoso,
vale Arrojado
Vale Rio das Éguas
Vale o Pratudão
Vale o Rio Grande
Vale Carinhanhamente
Vale está canção.
De Iremar Barbosa,
ativista político
Correntina - Bahia